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Introdução à primeira edição da obra

Na introdução de “A Gênese”, Kardec afirma que a obra constitui um passo adiante no Espiritismo. Destaca a existência das duas forças que regem o universo: o elemento material e o elemento espiritual e dos fenômenos que resultam da interação entre esses dois princípios.

Conclui que, ao admitirmos a existência do mundo material, que é o lugar onde vivemos agora, e o mundo espiritual, que é para onde iremos ao desencarnarmos, e as relações que existem entre eles, explicamos uma série de fenômenos até então incompreendidos. Isso acontece por desconhecimento das leis que regem esses fatos, pois se apresentavam em lados opostos, um ignorando o positivismo da ciência e o outro negando as verdades espirituais. A solução para o conflito está na existência e interação entre Espírito e matéria.

Afirma que “A Gênese” é um complemento das aplicações do Espiritismo sob um ponto de vista especial, que o material já estava elaborado há muito tempo, mas para publicá-lo era preciso que a base se consolidasse. Define ainda qual é o papel dos espíritos e dos homens na elaboração da Doutrina, deixando claro que, independentemente do esforço humano para sua elaboração, é uma obra dos Espíritos e resultado do ensinamento coletivo e concordante deles. Ou seja: generalidade e concordância, eis o caráter essencial da Doutrina Espírita. Esses dois pontos submetidos ao critério da lógica é o que assegura a força e a perenidade da doutrina.

Quando “A Gênese” foi lançada, “O Livro dos Espíritos” havia completado dez anos e os ensinamentos foram aprofundados. Kardec conta que a maioria das ideias inseridas em “A Gênese” está em forma de esboço na Revista Espírita, pois ele a utilizava como laboratório para sondar a opinião dos homens e dos Espíritos a respeito delas. 

Lembra que o mesmo cuidado foi usado nessa, que pode ser apresentada como complemento das outras, com exceção de algumas teorias hipotéticas, devidamente identificadas, até que sejam confirmadas ou não. Por fim, um ponto fundamental para a desmitificação da Doutrina foi o que chamou de “Natureza da revelação espirita”.  Tema tão importante que foi colocado como o primeiro capítulo, que estudaremos mês que vem.