BEM-VINDO À REVISTA ESPÍRITA ASSEAMA

De onde vim e para onde vou?

Quando o homem começa a ter a noção de espiritualidade? E quando o espírito, na forma humana, sente a necessidade de entender as forças supremas da natureza e de se comunicar com elas?

A resposta remonta aos tempos em que o ser espiritual ainda habitava o Reino Animal, começando seu processo de compreensão do mundo e das criaturas ao redor. 

Faltava a maturidade espiritual, mental e física para que seus pensamentos tivessem ordem e estrutura. A urgência de expressar seus sentimentos, carências e limitações se fez presente. Começa, então, a exteriorizar seu mundo íntimo (ainda primitivo) através dos rudimentos da fala. A cada espécie um princípio de linguagem sonora (silvos, uivos, latidos, rugidos etc), caminhando lentamente para o estabelecimento das comunicações. 

Após milhares de anos, agora na forma humana, o automatismo de manifestar suas necessidades e ações em forma de símbolos sonoros dá origem às palavras, frases e expressões inteligentes. Começa o ciclo “pensar-sentir-manifestar”, início do interminável pensamento contínuo,
diferença primordial entre entre o Reino Hominal e os reinos anteriores. 

O ser cria pensamentos e imagens incessantemente, enriquecendo seu mundo interior. Assim, desperta para os questionamentos sobre o destino de seus pares, que abandonam o círculo de convívio com a morte. O que acontece com eles? Por que não despertam? Acontecerá o mesmo comigo?
O pensamento contínuo é a base que alicerça todo o desenvolvimento espiritual consciente. 

O mecanismo de ação e reação apresenta-se como importante instrumento na construção das primeiras sociedades humanas. Em breve, estaremos juntos observando de perto os primeiros passos dessa tarefa. 

Por enquanto, fica a reflexão retirada do livro “Evolução em Dois Mundos”, cap. X, “Palavra e Responsabilidade”, de André Luiz, com psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira: 

“A ideia de Deus iniciando a Religião, a indagação prenunciando
a Filosofia, a experimentação anunciando a Ciência…”