Mensagens

Leia aqui as mensagens da equipe espiritual da ASSEAMA:

– Onde anda nossa humanidade?

Eis que adentramos a era do Espírito neste século XXI, e encontramos no Consolador Prometido as diretrizes iluminadas para a transição para Planeta de Regeneração. Mas é preciso meditar, afinal o que significa a Era do Espírito? Sem grandes delongas, é a fase em que rompemos com os limites da matéria e abrangendo com o olhar a vida do Espírito, em que saímos da vida única e entendemos a história da evolução, contada em diversas reencarnações, em que ampliamos o entendimento de Deus, de arbitrário senhor para a representação sublime do amor e elevamos o entendimento de Jesus, de profeta sacrificado na cruz para o governador do Planeta Terra.

E eis que Deus, em seu potencial de amor, cria sem cessar. E através de sua bondade nascem espíritos que se fazem as crianças espirituais no reino mineral, iniciando os passos da evolução. E galgam os diversos caminhos do reino vegetal, adentram o reino animal, rumando para a fase de humanidade, onde nos encontramos. Homens somos, conhecedores de Deus e do Evangelho. Homens somos, rumo ao Arcanjo, conhecedores da Doutrina Espírita. E humanos precisamos aprender a ser, como aqueles que viverão a Era do Espírito, entendendo como inconcebível e incompatível com o amor e com as Leis Divinas, qualquer forma de promover o sofrimento ou a dor a espíritos do Senhor.

Sejamos cristãos e deixemos de lado estas práticas primitivas e infelizes que nos igualam às épocas de selvageria da humanidade. Se outrora aplaudíamos leões comendo cristãos, hoje aplaudimos os próprios homens a sacrificar em dor e sofrimento animais em rodeios e touradas, em vaquejadas e farras do boi, criando estridentes risadas e derramando o sangue sagrado de espíritos em evolução, conscientes e inteligentes. Que absurdo há de ser esta pratica para a Era do Espírito? Onde se encaixa na Regeneração? Até quando nos ligaremos a tão primitivos e cruéis meios de diversão, utilizando nossa inteligência para subjugar e maltratar? Quem nos disse que temos o direito de dispor da vida que não criamos de forma tão cruel? Até quando repetiremos os atos praticados grosseiramente na época dos escravos e do holocausto judeu, promovendo câmaras de tortura, tráfico de almas de Deus, como fazemos até hoje vendendo e traficando animais?

Por quanto tempo teremos lojas onde damos preço em vidas e exploramos as criações de Deus, a custa dos seres que nos são confiados, sob nossa ambição?

Quem deu ao homem o direito a promover tanta dor e a impregnar a atmosfera do planeta de tanta violência e crueldade, aplaudindo os rodeios, distantes do entendimento da evolução? Apreendemos animais em circos, distantes do entendimento do amor. Justificamos os matadouros e frigoríficos distantes do que significa a nova era. Derramamos sangue e acreditamos que praticamos o amor, causando choro em nossos irmãos, gritos de horror, e acreditamos que vivemos o Evangelho. Criamos as risadas estridentes em meio a tortura e acreditamos que estamos condizentes com Jesus. Ah, mísera ilusão. Somente este raciocínio, rompendo com o egocentrismo, já seria suficiente para que imediatamente abandonássemos qualquer ato de tortura e sofrimento a qualquer espírito do Senhor, mas se ainda assim precisarmos das diretrizes do Consolador Prometido para direcionar nossa consciência, ei-las, meus irmãos:

O Consolador, Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, questão 136

“–Existem seres agindo na Terra sob determinação absoluta?

-Os animais e os homens quase selvagens nos dão uma idéia dos seres que agem no planeta sob determinação absoluta. E essas criaturas servem para estabelecer a realidade triste da mentalidade do mundo, ainda distante da fórmula do amor, com que o homem deve ser o legítimo cooperador de Deus, ordenando com a sua sabedoria paternal.

Sem saberem amar os irracionais e os irmãos mais ignorantes colocados sob a sua imediata proteção, os homens mais educados da Terra exterminam os primeiros, para sua alimentação, e escravizam os segundos para objeto de explorações grosseiras, com exceções, de modo a mobilizá-los a serviço do seu egoísmo e da sua ambição.”

O Consolador, Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, questão 129

“É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?

-A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.

Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.”

Missionários da Luz, Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, cap. IV

“…A pretexto de buscar recursos protéicos, exterminávamos frangos e carneiros, leitões e cabritos incontáveis. Sugávamos os tecidos musculares, roíamos os ossos. Não contentes em matar os pobres seres que nos pediam roteiros de progresso e valores educativos, para melhor atenderem a Obra do Pai, dilatávamos os requintes da exploração milenária e infligíamos a muitos deles determinadas moléstias para que nos servissem ao paladar, com a máxima eficiência. O suíno comum era localizado por nós, em regime de ceva, e o pobre animal, muita vez à custa de resíduos, devia criar para nosso uso certas reservas de gordura, até que se prostrasse, de todo, ao peso de banhas doentias e abundantes. Colocávamos gansos nas engordadeiras para que hipertrofiassem o fígado, de modo a obtermos pastas substanciosas destinadas a quitutes que ficaram famosos, despreocupados das faltas cometidas com a suposta vantagem de enriquecer os valores culinários. Em nada nos doía o quadro comovente das vacas-mães, em direção ao matadouro, para que nossas panelas transpirassem agradavelmente. Encarecíamos, com toda a responsabilidade da Ciência, a necessidade de proteínas e gorduras diversas, mas esquecíamos de que a nossa inteligência, tão fértil na descoberta de comodidade e conforto, teria recursos de encontrar novos elementos e meios de incentivar os suprimentos protéicos ao organismo, sem recorrer às indústrias da morte…”

“…devemos afirmar a verdade, embora contra nós mesmos. Em todos os setores da Criação, Deus, nosso Pai, colocou os superiores e os inferiores para o trabalho de evolução, através da colaboração e do amor, da administração e da obediência. Atrever-nos-íamos a declarar, porventura, que fomos bons para os seres que nos eram inferiores? Não lhes devastávamos a vida, personificando diabólicas figuras em seus caminhos?”

“…Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis. Confiam na tempestade furiosa que perturba as forças da Natureza, mas fogem, desesperados, à aproximação do homem de qualquer condição, excetuando-se os animais domésticos que, por confiar em nossas palavras e atitudes, aceitam o cutelo no matadouro, quase sempre com lágrimas de aflição, incapazes de discernir com o raciocínio embrionário onde começa a nossa perversidade e onde termina a nossa compreensão…”

“…temos sido vampiros insaciáveis dos seres frágeis que nos cercam, entre as formas terrenas…”

Conduta Espírita, Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, cap. 33, Perante os Animais

“Abster-se de perseguir e aprisionar, maltratar ou sacrificar animais domésticos ou selvagens, aves e peixes, a título de recreação, em excursões periódicas aos campos, lagos e rios, ou em competições obstinadas e sanguinolentas do desportismo.

Há divertimentos que são verdadeiros delitos sob disfarce.”

“Esquivar-se de qualquer tirania sobre a vida animal, não agindo com exigências descabidas para a satisfação de caprichos alimentares nem com requintes condenáveis em pesquisas laboratoriais, restringindo-se tão-somente às necessidades naturais da vida e aos impositivos justos do bem.

O uso edifica, o abuso destrói.”

“Opor-se ao trabalho excessivo dos animais, sem lhes administrar mais ampla assistência.

A gratidão também expressa justiça.”

“Os seres da retaguarda evolutiva alinham-se conosco em posição de necessidade perante a lei.”

– Natal Aniversário de Jesus

“Pedrinho é um garoto de família abastada que vive em uma grande cidade do Brasil.
Junto ao pai andava pelas ruas movimentadas cheias de luzes, árvores de natal brilhantes e coloridas, renas e toda sorte de enfeites. Ansioso não via a hora de chegar o dia de natal e receber de papai noel seu presente.
Na véspera da data festiva senta-se com os pais na sala e assiste uma reportagem sobre o natal, na qual uma senhora entrevistada comenta que o natal é o aniversário de Jesus. Surpreso Pedrinho diz aos pais:
___ Eu pensei q natal fosse dia de papai noel e presentes.
O pai surpreso responde:
— Não filho. Natal é o aniversário de Jesus.
Com isto na cabeça Pedrinho vai dormir. Altas horas da madrugada o menino vê imensa luz adentrar o quarto. Aos poucos uma figura meiga de olhar profundo surge a sua frente. Pedrinho imediatamente o reconhece: era Jesus.
O menino em sua simplicidade levanta – se e corre para abraçar o Cristo. Sorrindo diz:
— Feliz aniversário Jesus. Seu aniversário é meu dia preferido do ano. O Senhor deve estar muito feliz porque todo mundo comemora seu aniversário.
O Mestre olha Pedrinho com os olhos cheios de lágrimas.
O menino então pergunta:
— Jesus. Por que o Senhor está chorando?
— Nasci Pedrinho – responde Jesus – em uma manjedoura. Na relva simples, entre homens e animais. Minha vida foi um exemplo dos caminhos para a felicidade, pautados no amor, na humildade, na abnegação, na mansuetude. Mas os homens esqueceram minhas mensagens de amor.
O Mestre respira profundamente e continua:
— O orgulho e o egoísmo dominam a Terra. A violência fisica e moral tomam caráter devastador. E com a desculpa de comemorar o natal os homens torturam, escravizam e assassinam bilhões de criancinhas espirituais.
— Criancinhas espirituais? Pergunta Pedrinho – Como assim?
Jesus chorando responde:
— Sim Pedrinho. Os chesters, os perus, os pernis, as tortas de frango, as lasanhas quatro queijos, os pudins, os bolos e outros incontáveis pratos servidos na ceia de natal nada mais são do que cadáveres esquartejados, triturados ou produtos como leite e ovos que provocam uma vida de tortura e dor nos animais.
Jesus olha nos olhos de Pedrinho e continua:
— Em verdade lhe digo e quem tiver ouvidos de ouvir que ouça: os animais têm alma, sentimentos, consciência. Forram os homens a mesa de sangue e dor , contrariando todas as leis de Deus. Minhas criancinhas do coração, os animais, estão sofrendo, desesperados. Bois se deseperam na fila de abate e choram, porcos gritam enquanto caem em caldeirões de água fervente para o homem obter o presunto, galinhas se debatem na linha de sangria semi-vivas em tortura profunda, pintinhos são triturados vivos, vacas – mães choram a separação repentina dos filhinhos, e o homem ignora e sob a desculpa do neu aniversário torna-se o mais cruel dos verdugos.
Pedrinho segura o rosto de Jesus entre as mãos e duz, sorrindo:
— Jesus. É só pedir para as pessoas pararem. Elas vão te ouvir. Peça de presente. Afinal é seu aniversário.
Jesus olha Pedrinho e diz:
— Enquanto isso Pedrinho peço em prece a Deus: “Pai, perdoa-os. Eles não sabem o que fazem”

– Páscoa de Amor

Cansado ao final de mais um dia de trabalho, trânsito e agitação, Paulo adentra o lar na expectativa de encostar a cabeça no travesseiro. Pelo adiantar das horas, supunha que toda a família já estivesse dormindo. Embora a saudade dos filhinhos, não se sentia encorajado a dialogar com ninguém.

Realmente observa que as luzes estão apagadas, conservando-se acesa apenas uma luz mais fraca da sala de estar, a iluminar tenramente o ambiente. Preocupação da querida esposa, Alice, para que ele, ao chegar em casa, não encontrasse tudo escuro. Respirou fundo e a agradeceu mentalmente deixando fluir o amor que nutria pela querida companheira.

Deixou na sala a maleta, o paletó, desatou o nó da gravata, tirou os sapatos, dirigiu-se para a cozinha, a fim de comer uma fruta antes de tomar um banho e dormir. Ao chegar ao recinto, acendeu as luzes e deparou com um bilhete colado na porta da geladeira, endereçado a ele. Pela letra tremula reconheceu tratar-se de um bilhete de sua filha, Maria.

Pegou nas mãos a pequena carta, percebeu que havia um desenho logo no início, que lhe pareceu uma praia. Em seguida, sentou a mesa e leu:

“Querido papaizinho, boa noite.
Perguntei para a mamãezinha sobre a hora que chegaria, e ela me disse que trabalharia até tarde, então, perguntei se poderia deixar este bilhetinho para você.
Papai, estou tão preocupada, mas meu coração, quando penso em você, bate mais calmo. É porque sei que, seja o que for, você dará um jeito, sempre dá. Por isso te escrevo.
Sabe, vi outro dia na televisão que o homem está acabando com o planeta Terra. O repórter dizia que estamos devastando as florestas, matando os animais. Perguntei para minha professora, que me disse que é verdade. Ela então deu para todos nós a tarefa de procurar saber quais os meios para evitar que o mundo acabe e o que o homem está fazendo de errado.
Quando fiz a pesquisa, junto com o Júnior, que sabe muito melhor do que eu como mexer no computador, descobri coisas terríveis.
Papaizinho, porque o homem põe fogo nas matas e arranca a madeira do chão? E por que mata tantos animais? Papai, porque comemos os animais? Fiquei tão triste, tão triste, quando descobri que o hambúrguer, a salsicha, a coxinha, o coração de frango e outras coisas mais que eu como são partes de animais que foram mortos.
E papaizinho, por que para comer chocolate é preciso fazer sofrer tantas vacas?
Papai, chorei quando soube o destino dos bezerrinhos, que viram um tal de baby bife. Papai, por que o homem é tão mal?
Acho papai que o senhor também não sabia disso. Pensei sobre o que eu podia fazer, então pensei: meu papai é tão bom, poderá resolver o problema.
Papai, sabia que o homem mata as baleias? Papai, vi o mar cheio de sangue na internet. E vi um filme lá em que os peixes se debatiam na rede, desesperados. Papai, porque matamos os animais para comemorar o nascimento do menino Jesus e o dia que ele ressuscitou? Será que o menino Jesus ficaria feliz ao descobrir o jeito que vivem os meninos bezerros? Papai, e as mamães vacas?
Como faremos papaizinho? Não deixe mais isso acontecer. Por favor, papai, você pode tudo, ajude os animais, ajude a natureza, ajude a Deus.
Conto com você. Um beijo para meu super-herói do bem, Maria.”

Paulo perdeu a fome. Nunca tinha pensado deste jeito. Maria, em sua infantilidade, ainda conservava o amor puro e incondicional. E Paulo chorou ao pensar que sua filhinha querida achasse que ele não compartilhava de tudo aquilo. Pensou que ela herdaria o mundo que eles construíam. E que mundo? Cheio de crueldade, violência, tristeza, entre os homens e dos homens para com os outros filhos de Deus. Que fazer? O pedido da Maria para que ajudasse os animais, ajudasse a natureza e ajudasse a Deus o comoveu nas mais íntimas fibras do coração. Aproximava-se a Páscoa, e com ela o chamamento de Jesus para a renovação. Como espírita sabia que caminhavam para uma nova era. Paulo fez uma prece mental e sentiu-se renovado. Levantou-se abriu a geladeira e seu pensamento mudou. Olhou o peixe separado para a Páscoa e lhe veio a mente que não havia muito aquele corpo abrigava uma alma, um espírito em evolução. Olhou toda a carne e derivados e pensou: Senhor, estou comendo cadáveres! Olhou o leite e derivados e pensou: Será que não é possível substituí-los? Olhou os ovos e pensou no imenso sofrimento das galinhas em escravidão. Respirou fundo e pensou:

“Senhor Jesus, sei que há um caminho de mais amor, ajuda-nos a encontrá-lo. Em sua mente ouviu a voz do Mestre a dizer: amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

Paulo, decidido, jogou tudo que promovia o sofrimento dos animais no lixo, resolveu que abriria o coração e o lar para um comportamento de não violência para nenhum filho de Deus. Subiu lentamente as escadas, adentrou o quarto dos filhos, encontrou Maria ressonando. Aproximou-se da filha, beijou-lhe o rosto e disse baixinho:

— Papai promete filhinha, em nome de Deus, que achará um jeito de ajudar os animais, a natureza e a Deus. Obrigado filhinha, por seu amor.

Maria se mexeu de leve na cama e, embora dormindo, sorriu. Seu Espírito ouviu o pai e sentiu-se aliviado, pois um novo momento começaria, para todos.

– Mundo em transição: São chegados os tempos de regenerar

Não foi por acaso que a Doutrina Espírita iluminou, com as diretrizes magnânimas do Espírito Verdade, o Planeta Terra. Jesus havia deixado entre suas belas palavras a promessa de que o mundo receberia o Consolador Prometido, e deixou claro que nos ensinaria todas as coisas e estaria eternamente conosco.

Se tivéssemos a capacidade de observar do lado de fora a amplitude das mudanças que por hora vivemos no presente da humanidade, com certeza mudaríamos nosso pensamento acerca das dificuldades, enxergando os desafios promissores a encaminhar o Espírito rumo a um campo de paz.

A Terra vem se transformando, mediante os acontecimentos físicos e históricos, em um campo aberto repleto de terra fértil para a renovação de todas as criaturas que habitam o planeta, e a Espiritualidade nos chama a atenção para a fase em que abandonaremos nosso primitivismo, enquanto seres humanos, rumo ao caminho da evolução, construindo lentamente nosso futuro espiritual.

Diante de todos esses fatos, não nos falta o alerta quanto aos caminhos que devemos tomar, a começar pelas palavras do próprio Cristo:

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!”

Queria dizer este Arcanjo, representante do Amor, que a única diretriz certeira para que alcançássemos por nosso próprio esforço a salvação a que Ele se referia era seu Evangelho de luz, e temos no Espiritismo, novamente, as lições de Jesus esclarecidas para toda a gente, para todos aqueles que, optando pela regeneração de si mesmos, promoverão a regeneração do mundo.

É um engano acreditarmos que a Nova Era, onde a paz irá reinar acima das maldades humanas, será enviada pelos Céus, sem o esforço contínuo daqueles que acordarem para o fato de que, para que possamos viver a harmonia, devemos conquistá-la através de atitudes harmônicas e condizentes com as Leis Divinas. Somente então poderemos viver o clima que plantamos. Felizmente, não nos deixou o Divino Criador à própria sorte, enviando-nos todos os subsídios para que trilhássemos o caminho do amor, da esperança, da poesia evolutiva, da igualdade entre as criaturas, da fraternidade universal, enfim, da consciência cósmica.

E falando em consciência cósmica, é preciso que nos conscientizemos de que a paz a que se refere o Evangelho não é uma exclusividade para os homens, o que seria, no mínimo, incoerente com a imparcialidade, a justiça e a bondade infinitas de Deus. A pensar sobre o olhar magnânimo do Cristo e sobre sua vinda ao planeta, em uma manjedoura, junto aos mais humildes e aos animais, nos parece óbvio que, em sua lição do nascimento, encontramos a pintura do amor a todas as criaturas de Deus como fonte da fraternidade cósmica.
Esclarece-nos quanto ao Evangelho aplicado a todos os nossos irmãos, sejam eles os minerais, os vegetais, os animais ou os homens, em seu último capítulo, o livro Mecanismos da Mediunidade, de André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier:

O Evangelho, assim, não é o livro de um povo apenas, mas o Código de Princípios Morais do Universo, adaptável a todas as pátrias, a todas as comunidades, a todas as raças e a todas as criaturas…”

E na busca da renovação, caminhando para a regeneração, por mais difícil que possa nos parecer, é preciso aprender a humildade de ouvir as lições e praticá-las, sem buscar adaptar as verdades contidas na Doutrina Espírita à nossa atual realidade, porque se nosso comportamento já fosse o reflexo das lições cristãs, já nos encontraríamos na regeneração. E nos ensina o Espiritismo que tudo que vive é nosso próximo. Através desta maravilhosa doutrina, encontramos o ensinamento da evolução e somos capazes de perceber com a imensa alegria de quem desperta a consciência, que ao nosso redor há bilhões de irmãos, ocupando o corpo físico de um animal, espíritos em evolução mais jovens do que nós. E percebemos que o corpo físico de cada um deles existe para lhes proporcionar a evolução. Felizmente, esclarece-nos a Doutrina Espírita a urgência do veganismo como forma sublime de amar o próximo e estar condizente com as leis divinas. Encontramos no livro O Consolador, na questão 129, as diretrizes para o comportamento em relação a isso, através das palavras de Emmanuel, com psicografia de Francisco Cândido Xavier:

“Questão 129: É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?

Resposta: A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes proporções…”

E não deixa André Luiz de nos esclarecer, também, sob as mãos amorosas de Francisco Cândido Xavier, através do capítulo 4, do livro Missionários da Luz:

“Devemos acordar a própria consciência para a responsabilidade coletiva. A missão do superior é a de amparar o inferior e educá-lo. E os nossos abusos para com a natureza estão cristalizados em todos os países, há muitos séculos… Mas, na qualidade de filhos endividados para com Deus e a Natureza, devemos prosseguir no trabalho educativo, acordando os companheiros encarnados mais experientes e esclarecidos, para a nova era em que os homens cultivarão o solo da terra por amor e utilizar-se-ão dos animais com espírito de respeito, educação e entendimento…SEMELHANTE REALIZAÇÃO É DE IMPORTÂNCIA ESSENCIAL NA VIDA HUMANA!”

Novos caminhos se fazem para todos nós e para todo o planeta. A regeneração de nós mesmos passa pelo aprendizado da caridade, do amor, da humildade, da fraternidade. Ser vegetariano não é o único processo necessário à evolução, mas é parte dela, e muito mais do que uma mudança de alimentação, o veganismo significa uma declaração universal de amor ao próximo, estando condizente com o Evangelho e, sem dúvida, fazendo parte da auto-iluminação. Afinal, como se iluminar promovendo dor e sofrimento a outro filho de Deus? Acordemos meus irmãos, para a Nova Era, e ouçamos a Doutrina Espírita, nas palavras de André Luiz:

“Tempos virão, para a humanidade terrestre em que o estábulo, como o lar, será também sagrado”.

– Me dê uma chance, meu filho!

Filho que me procura nas aflições de tua alma. Procuro agora a ti, apelando para o amor que sou capaz de enxergar em teu coração, para que olhe além de teu âmbito familiar. Deveria ser esta época a que mais os homens se abrissem ao amor verdadeiro. No entanto tenho derramado lagrimas aflitivas quanto ao destino humano, pois que acabou por ser a comemoração de meu aniversário uma das épocas mais sofridas para mim, o aniversariante.

Olhares suplicantes elevam-se na direção dos homens. Os mesmos homens que procuram aprender o evangelho. Olhares de pequeninos que não tem a quem recorrer. As crianças espirituais tal qual seu filho animal que traz a esta pequenina casa. Tenho por eles o mesmo amor que tenho por ti. Ainda assim… por mais que as lições sejam repetidas, ignoram os homens as suplicas das almas dos animais. Tenho visto, devastado, mesas forradas de cadáveres. Homens que oram a meia noite e procuram minha companhia, mas com que dor encaro o destino dos pequeninos animais. Eles têm alma, consciência, sentimentos. São capazes de sofrer e de amar. Vejo-os correndo pela Terra. A casa Terra. Vejo o sangue jorrando. Vejo a dor em seus olhinhos… sentem-se sozinhos, abandonados, e questionam aos bilhões: POR QUE?!! O QUE FIZ?!! POR QUE FAZEM ISTO COMIGO?!! POR FAVOR… POR FAVOR… POR FAVOR… NÃO ME MATEM!!! POR FAVOR… SABE, EU TAMBÉM AMO, EU TAMBÉM SINTO… EU TAMBÉM TENHO MEDO…

Suas suplicas são ignoradas. Mas falo a você, porque você meu filho, você é capaz de compreender. Diga a todos que conhecer que amem como amei. Diga que estão enganados quanto ao significado de meu aniversário. Diga que as mesas forradas de sofrimento, dor, tortura, miséria só refletem a ignorância e a crueldade dos homens. Ah filho… seja você um representante do amor. Comemore o natal com o carinho do pai que enxerga a dor dos filhos menores.

Está na hora disto acabar. Até quando vão os homens fingir que os animais não tem alma?! Por quanto tempo vão fingir que estas atitudes não são cruéis?!

Então é a ti que peço filho… em minhas aflições pelos animais e pela humanidade… porque se não forem aqueles que dizem amar os animais os que compreenderão estas minhas palavras e as levarão adiante, acabando com a violência, a crueldade e o sofrimento dos animais na Terra, quem será? Pensam os homens que o veganismo é uma forma de se alimentar, de se vestir. Não filhos… O VEGANISMO É O AMOR DO EVANGELHO FINALMENTE COMPREENDIDO. O VEGANISMO É A PAZ. OBSERVE TUA MESA E PREPARA-SE PARA ME RECEBER NO DIA DE MEU ANIVERSÁRIO, FAZENDO DE TEU PRATO A REPRESENTAÇÃO DA PAZ!